A coragem vem do coração


O substantivo coragem, registrado em português desde meados do século XVI, foi importado do francês courage, vocábulo cinco séculos mais antigo (herdeiro do latim cor, cordis, “coração”) que começou sua carreira justamente como sinônimo de coração. Não do coração físico, designado em francês pela palavra coeur, mas do coração como “morada dos sentimentos”.


Poucas décadas depois a palavra tinha passado por uma expansão semântica para nomear “estado de espírito” e “desejo, ardor”, segundo o Trésor de la Langue Française. Coragem era força interior, um sinônimo de ânimo.


Então, a vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo ou seja à força interior, ânimo do indivíduo. Contração e expansão faz parte do movimento da vida.


Existem pessoas paralisadas na vida, como se o movimento estivesse cessado. Muitas delas consciente e inconscientemente culpam seus pais por isso. Justificam tal atitude pelas experiências que tiveram na infância.


Éramos muito pequenos, estávamos em pleno desenvolvimento das faculdades mentais, psicológicas, emocionais e físicas e não sabíamos discernir o certo do errado. Mas o que vimos, ouvimos e sentimos ficou registrado em nós. Dependendo de como absorvemos as situações, algumas experiências formaram traumas, outras formaram nossos valores e virtudes.


Mas eu não culparia os pais por isso. Eles são os pais perfeitos para você, se não fossem eles não seria você aqui, talvez você nem existisse. Já pensou nisso? E eles não poderiam ensinar algo que não conheciam. Eles fizeram o melhor que podiam com o que lhes foi ensinado na infância. Se eles não sabiam se amar, como poderia ensinar isso para você?


Quer entender melhor seus pais, pergunte a respeito da infância deles, talvez, você entenda da onde vem alguns dos seus padrões de pensamentos e crenças em relação a você e seu mundo.


Nossos pais, o casal especial que reflete o padrão que necessitamos para aprender uma lição em particular que nos fará avançar no caminho do autoconhecimento.


Então, usar as experiências infantis como desculpa para ficar imersos na dor não resolve nada. Porque o passado não pode ser modificado, mas podemos mudar o pensamento que temos do passado. Somos dotadas da capacidade de cada instante escolher o que pensar.


Podemos nos recusar a pensar certas coisas. Por exemplo, quantas vezes você se recusou a pensar coisas positivas em relação a si mesmo? Então, da mesma forma, você pode se recusar a pensar coisas negativas, não é mesmo?


É necessário ter coragem, força interior, ânimo para modificar certos padrões limitantes que estão paralisando a sua vida. E é só você que pode fazer isso por você, mas ninguém. A força que precisa vem do seu coração que anseia por amor próprio. Nem sempre é possível sozinha encontrar as soluções para alguns conflitos, mas o importante é abrir o coração da necessidade de transformar sua vida para melhor e assim o universo se movimenta a seu favor.


Vamos lá! Deixa de culpar os outros pela sua falta de ânimo para mudar o que precisa. Você cresceu, não é mais aquela criança carente. Ânima seu coração mulher e toma a sua criança e a sua vida nas suas mãos e faz dela o melhor que puder em honra e homenagem a toda sua história e de sua família. E assim sua vida encontrará novamente o ritmo de movimento positivo. Ora se contraindo, ora expandindo. No ritmo do compasso do seu coração.


Namastê!



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