Aliviando a carga de ser a mulher maravilha sempre


Queridas amigas, mulheres como eu e ao mesmo tempo diferentes de mim que tem seus próprios desafios cotidianos. Eu aqui com os meus sinto que temos muito em comum.


Sou mulher, também estou vivenciando os desafios de ser profissional, esposa, educadora, dona de casa e mãe de três pequeninos muito espertos e ativos tudo isso em tempo integral.


Haja criatividade, paciência com a vida, com os filhos e principalmente comigo mesma! Sabe, há anos eu questiono o que a sociedade espera de nós mulheres nos tempos atuais.


Na verdade estudando a história da emancipação e das lutas das mulheres por direitos iguais, sinto que muito avançamos e ainda temos um tanto de espaço para conquistar.


Nosso poder é infinito e abençoado pela dádiva de ser capaz de perceber os detalhes e ao mesmo tempo ser multitarefa. Não tenho dúvidas da nossa capacidade e habilidade para lidar com esses desafios, mas sinto que há um outro lado dessa heroica história que pesa em nossos ombros, em nossas pernas, em nossas lombares e em nossa cabeça.


Estou falando da parte do heroísmo em que padecemos de uma complexa teia que nós mesmas tecemos ao longo da história exatamente por conta desse heroísmo e da necessidade de nos provarmos capazes para a sociedade, para sairmos da invisibilidade.


Reclamamos que olhem para nós como as heroínas que somos a custo de uma sobrecarga mental que não nos favorece. Às vezes eu me pergunto quem foi que inventou essa história de que temos que ser a Mulher Maravilha o tempo todo!


Encontrar o equilíbrio entre cuidar dos outros e cuidar de si mesma no meio disso tudo é um dos maiores desafios da vida moderna feminina. Ainda tem a questão do julgamento e da culpa. A primeira a nos julgar somos nós mesmas, em segundo são as outras mulheres e em terceiro todos os outros membros da sociedade para quem temos que provar. E ainda estamos atravessando essa prova, não pense que vencemos essa fase. Aí vem a culpa que toda mulher carrega: seja por que não quer ser mãe quando os outros acham que devemos ser, seja porque somos mães e não temos o tempo que gostaríamos para nos dedicar à maternidade porque também somos esposas e profissionais... seja porque decidimos ser donas de casa e somos julgadas por não trabalhar fora e não gerar renda familiar e ainda tem o relacionamento social que inclui os pais, parentes, amigos e colegas. Isso não deveria ser um peso e não precisa ser.


Mas a maioria das mulheres ainda se vê encurralada nessa sinuca de bico. Por quê? Já parou pra pensar nisso? Será que tem solução? Como podemos tornar a jornada da guerreira mais leve? Como podemos ter tempo para ser lobas selvagens, anciãs sábias, bruxas estudiosas dos mistérios da vida, donzelas criativas e mães zelosas todas ao mesmo tempo? Bom, acordei hoje cedo pensando exatamente que não preciso ser tudo ao mesmo tempo, ainda que todas elas estejam vivas aqui dentro de mim. Posso acordar esses arquétipos em mim e deixar um de cada vez se expressar. Talvez observando minhas fases e as sincronizando com as fases da lua eu posso fluir com mais leveza diante dos desafios. Talvez utilizando a potência dos elementos dada natureza eu possa sentir o que é necessário fazer agora para alquimizar meu dia a dia... De uma coisa eu tenho certeza! Existe uma palavra que define a fraternidade entre irmãs e isso é fundamental em nossas vidas para tornar possível tantas conquistas sem sobrecarregar. A palavra é "SORORIDADE" que vem da palavra irmã em francês "sœur". Praticar a sororidade significa ter uma comunidade de irmãs que apoiam umas às outras, que compartilham sentimentos, que oferecem auxílio e de mãos dadas subjulgam os julgamentos e suprimem as culpas. Se uma só mulher é capaz de tanta coisa sozinha, mesmo que seja pesado, imagine do que somos capazes quando nos unimos? O que era pesado pode ficar leve e o aprendizado aumenta exponencialmente pela riqueza da convivência entre mulheres. Agora precisamos encontrar formas de fazer essa sororidade ser praticada em tempos tão desafiadores, especialmente com o isolamento social. O jeito é pararmos de pensar em toda sobrecarga de cada uma e começarmos a pensar: como posso estender a mão para minhas irmãs? Nesse fluxo de amor está a chave para o equilíbrio entre dar e receber. Eu me pergunto também como não deixar essa relação entre irmãs ficar saturada quando temos nossas próprias feridas emocionais para tratar, pois avaliando bem meu relacionamento com minhas irmãs, especialmente a primeira com quem convivi que é a irmã de sangue, vejo que a convivência entre nós também tem seus desafios e oportunidades de cura. Aí minha voz interior me diz que nesse balanço da vida é preciso equilibrar tudo dentro e fora, afinar o instrumento, como diz a música. Eu cuido de mim para estar inteira e poder cuidar de você. O autoconhecimento é a chave para esse cuidado acontecer. Mais do que nunca as terapias estão aí diversificadas e em evolução para atender todo tipo de pessoa. Eu escolho a vida! Eu aceito quem sou, acolho minhas dores, elas são legítimas.


Então eu digo para mim mesma no meu vitimismo: basta! Você sabe o que precisa fazer! Não tem desculpas! É pôr o pé na estrada, de mãos dadas porque sozinhas vamos mais rápido, mas juntas vamos mais longe e ensinando umas às outras somos uma! Se esse texto fez sentido pra você, me conta nos comentários o que mais te tocou? Ah, também quero saber se você tem um tema especial para pedir, assim fica mais fácil chegar até seu coração nos próximos artigos. Comenta aqui suas perguntas, aquelas que são mais urgentes ou as mais profundas.



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