Desidratação e insolação, problemas comuns no verão


Estamos de volta com mais um artigo da série de verão. Hoje vamos falar a respeito de problemas comuns nessa época de férias, a desidratação e a insolação. Você sabe o que fazer nessas situações? E como podemos preveni-las?


A desidratação é resultado de uma perda excessiva de sais e líquidos ou baixa ingesta hídrica, que pode ser intensificada quando estamos expostos ao sol ou fazendo alguma atividade física.


Os primeiros sinais de alerta para desidratação são: dor de cabeça, sede intensa e boca seca, eles indicam que a quantidade de líquido no organismo está baixa. Se a desidratação for leve pode apresentar: pele seca, olhos fundos, diminuição da sudorese, cansaço, dor de cabeça, tontura e, em bebês, moleira afundada. Já em casos mais graves pode ocorrer: queda de pressão arterial, perda de consciência, convulsão, coma.


A insolação é uma condição comum causada pelo excesso de exposição ao sol e ao calor intenso. Ela acontece quando a temperatura corporal ultrapassa os 40ºC, fazendo com que o mecanismo de transpiração falhe e o corpo não consiga se resfriar. Normalmente, o número de pessoas afetadas pela insolação costuma aumentar muito nos períodos de férias, quando cresce o número de atividades ao ar livre e exposição ao sol. É importante lembrar que a condição está bastante associada ao clima quente e seco, mas também pode ocorrer em ambientes úmidos.


Os primeiros sintomas da insolação são dores de cabeça, tontura, náusea, pele quente e seca, pulso rápido, temperatura elevada, distúrbios visuais e confusão mental. Dependendo do tempo de exposição ao sol, os sintomas podem ser mais graves, incluindo respiração rápida e difícil, palidez, desmaio, temperatura do corpo muito elevada, extremidades arroxeadas e, eventualmente, coma. Nesses casos, é importante procurar uma unidade de saúde imediatamente.


Alguns fatores estão associados ao maior risco de ocorrer desidratação e até mesmo a insolação, assim como: passar o dia sob o sol sem uso de protetor solar, praticar atividades extenuantes, usar roupas em excesso, ficar sem se hidratar por muito tempo, ingerir álcool ou cafeína em excesso e ter doenças crônicas.


As pessoas mais suscetíveis a esse quadro são crianças, idosos, pessoas com quadros de vômito e diarreia e pessoas que praticam atividades extenuantes como: atletas, soldados e trabalhadores que evolvam esforços físicos sob o sol. Algumas medicações também podem aumentar o risco de ter insolação, como vasoconstritores, medicamentos para pressão alta que bloqueiam a adrenalina, diuréticos e alguns antidepressivos e antipsicóticos. Vale ressaltar que não se deve usar medicamentos sem a devida prescrição médica, pois as consequências podem ser diversas.


A desidratação e a insolação normalmente são diagnosticadas através dos sintomas apresentados pelo paciente. No entanto o médico pode lançar mão de exames para confirmar o diagnóstico ou verificar se houve dano a algum órgão.


O tratamento inicial consiste em tentar baixar a temperatura corporal, para isso devemos: remover a pessoa para um local fresco, ventilado e à sombra; remover o máximo de peças de roupa possível da pessoa; mantê-la em repouso e com a cabeça elevada; oferecer bebidas geladas, principalmente água; borrifar água fria sobre o corpo da pessoa delicadamente; pode-se aplicar compressas de água fria na testa, pescoço, axilas e virilhas; outra possibilidade é imergir a pessoa em água fria ou colocá-la em roupas ou panos encharcados.


O mais importante é se prevenir. Afinal, ninguém quer perder suas férias por algo que pode ser evitado. Então sempre evite o sol entre as 10 e 16 horas, use roupas leves, não esqueça o protetor solar com fator de proteção mínimo de 30, se hidrate bastante, atividades ao ar livre e exposição solar exigem um aumento na ingesta hídrica, consuma água, água de coco, sucos naturais e evite bebidas alcóolicas. Dessa forma você poderá aproveitar suas férias ao máximo.


Cuidem-se sempre, nosso bem estar não pode tirar férias.



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