Entendendo a tireoide


Olá minhas queridas estamos de volta a mais um artigo. Dessa vez vamos falar de um assunto que eu gosto muito, vamos falar de tireoide.


Você sabe pra que serve essa glândula que fica em seu pescoço? Sabe quais são os sinais de seu mal funcionamento? E quando deve realizar exames para avaliar a tireoide?


Vem comigo pra entender um pouco mais de tudo isso.


A tireoide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço, na área conhecida como pomo de Adão. Ela é formada por dois lobos, que ficam dispostos de cada lado da traqueia e pelo istmo que une ambos os lobos, dando a glândula um formato semelhante a borboleta. A tireoide é responsável pela produção de dois hormônios a triiodotironina (T3 ) e tetraiodotironina (T4 ).


Os hormônios tireoidianos agem em praticamente todos os órgãos estimulando várias funções, atua como se fosse um combustível do corpo humano. São eles os responsáveis por regular o gasto energético e a temperatura corporal, esses hormônios atuam nas funções do fígado, rins, coração e cérebro, interferindo diretamente no crescimento e desenvolvimento de crianças, no peso, na saúde das unhas, pele e cabelos, em alterações de humor, na memória, em variações do ciclo menstrual e fertilidade.


Os hormônios tireoidianos aumentam a absorção de glicose no trato gastrointestinal, levando ao aumento da glicose no sangue. No hipertireoidismo, a hiperglicemia provoca hipersecreção de insulina, levando a um esgotamento das células beta do pâncreas e consequente diabetes. No diabetes, os hormônios tireoidianos agravam a situação, não somente por elevar a absorção de glicose, mas porque aumentam a produção de glicose pelo fígado. A síntese de proteína também é estimulada pelos hormônios tireoidianos. Porém, em quantidades excessivas eles podem inibi-la provocando aumento do catabolismo proteico e aumento da excreção de nitrogênio na urina.


Além disso os hormônios tireoidianos, junto com a somatotropina e a insulina, são essenciais para o crescimento e desenvolvimento. Atuam também em conjunto com o hormônio de crescimento. Essa atuação no crescimento e desenvolvimento se inicia ainda intraútero, a barreira placentária permite a passagem dos hormônios tireoidianos, dessa forma o feto não produz esses hormônios e depende da fonte materna. Se houver deficiência hormonal o feto pode apresentar sérias consequências neurológicas e no desenvolvimento.


Os hormônios tireoidianos provocam manifestações semelhantes à estimulação simpática com taquicardia, hipertensão arterial sistólica, aumento da pressão do pulso e menor tempo de circulação. Nos rins, os hormônios tireoidianos aumentam a taxa de filtração.


Tanto o excesso desses hormônios, o hipertireoidismo, quanto a falta deles, o hipotireoidismo, causam problemas no nosso organismo. Algumas pessoas associa as disfunções da tireoide com alterações no peso, relacionando o hipotireoidismo a obesidade, porém isso é um mito. Disfunções de tireoide podem levar a pequenas alterações no peso, não afetando mais que 10% do peso total.


Além da alteração discreta no peso, outros sintomas podem servir de alerta: cansaço, desânimo, diminuição da memória, menstruação desregulada, alterações do sono e na temperatura corporal, pele seca, queda de cabelo, unhas quebradiças, inchaço, constipação intestinal, dificuldade de concentração, depressão e variação de humor podem ser sinais de disfunção na glândula.


O hipertireoidismo é causado por excesso dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Essa sobrecarga hormonal pode provocar emagrecimento, intestino solto, aceleração do coração, agitação, quadros de ansiedade, nervosismo, insônia e intolerância ao calor. Já o hipotireoidismo ocorre quando acontece uma queda na produção dos hormônios T3 e T4.


Na infância, pode ser detectado ainda no teste do pezinho, nos primeiros dias de vida. Sintomas comuns de carência hormonal: diminuição da memória, cansaço excessivo, dores musculares e articulares, leve ganho de peso, constipação, alteração no ciclo menstrual e até mudanças de humor e depressão. Aumento nos níveis de colesterol, insuficiência cardíaca, pele ressecada e dificuldade na filtragem dos rins também estão ligados ao problema.


Os problemas na tireoide podem aparecer em qualquer fase da vida, da infância à terceira idade. Inclusive pode aparecer na gravidez, sendo extremamente importante o diagnóstico precoce e início do tratamento para evitar que ocorra danos neurológicos ao bebê. Dados estatísticos mostram que problemas de tireoide é muito mais comum em mulheres 9 em cada 10 casos.


Ao perceber algum desses sintomas, a recomendação é procurar um médico, que solicitará a dosagem de TSH e outros exames para confirmar ou não o diagnóstico e indicar o tratamento apropriado.


Na ausência de sintomas, o rastreamento indicado é feito pela dosagem do TSH a cada 5 anos para todos os homens ≥ 65 e para todas as mulheres ≥ 35. O rastreamento também é recomendado para todos os recém-nascidos e para as gestantes. Para paciente com fatores de risco de doenças da tireoide, o TSH sérico deve ser dosado com mais frequência.


É importe deixar um alerta, não se deve consumir hormônios tireoidianos sem prescrição visando apenas o emagrecimento. Ele pode causar perda de massa muscular e óssea e complicações cardíacas sérias. Para informações sobre o tratamento apropriado, procure sempre um médico.


Alterações de peso e humor causadas por variações hormonais podem ser resolvidas através de uma alimentação equilibrada, por isso, siga sempre um cardápio adequado e equilibrado à sua condição para manter a saúde corporal e mental em dia!


Agora você já sabe que a tireoide possui ação em quase todos os órgãos. Devemos sempre conhecer o nosso corpo e estarmos atentos aos sinais que ele nos apresenta.


E assim seguimos buscando um corpo e mente mais equilibrados.



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