Espaço Emocional X Organização


Olá, amigos da jornada Sra. de Si e Seu Lar, sejam bem-vindos ao pulsar dessa semente!

Atualmente, ando procurando exercitar navegar no mar da vida, fluindo com a mensagem que sinto pulsar e querer brotar do meu coração. Sendo assim, existe algo que está gritando dentro de mim.


Hoje, quero lhes apresentar o conceito de Espaço Emocional que aprendi e venho aprendendo com o Feng Shui Intuitivo e Simbólico Lunar e trazer a perspectiva desse conceito em contraponto a validação social da Organização, que já é bastante explorada.


Ultimamente, tem me chamado muito a atenção a ótica ou o ângulo pelo qual somos “encaixotados” pela sociedade, ou como e quanto nos deixamos “encaixotar” para sermos “aceitos”. Para isso, adaptamo-nos, somos moldados e nos moldamos, andamos em manada e perdemos a nossa autenticidade, o nosso poder de expressão e a nossa plenitude, julgando e comprando coisas como certas ou erradas.


Eu não quero aqui ser a julgadora da “caixa” em que somos colocados ou nos colocamos, porque mesmo a tão falada caixa tem a sua função e, oportuniza muitos aprendizados para a nossa experiência terrena, entretanto, eu quero chamar ATENÇÃO para a existência dessa caixa e das vozes que ela ecoa em nós.


Antes disso, quero clarear aqui três pontos de vista sobre alguns aspectos que acabei de mencionar:


1. Sobre a ADAPTAÇÃO, reconheço que existem situações em que isso é necessário, até mesmo para podermos fluir com o que chega, mas eu considero ser melhor que essa adaptação seja uma escolha consciente e que isso não faça com que deixemos der ser quem somos de verdade;


2. Sobre a tão falada e querida AUTENTICIDADE, atributo que nos faz realmente sermos singulares e enriquece a humanidade, quero dizer que isso nada tem a ver com grosseria ou arrogância para mostrar pontos de vista ou as suas verdades, quero dizer que não é isso que eu quero incentivar, apesar disso às vezes acontecer, perceba, nada tem a ver também com fazer de conta que não sente raiva, nessa linha tênue é bom trazer o atributo do respeito;


3. Quanto à PLENITUDE, quero dizer que essa que a gente anda carente ou perdendo, não é a dos dicionários, sobre estar completa, é aquela que significa estar inteira e honesta consigo mesma, do jeito que é, com luzes e sombras. Em outro tempo, não tão distante, eu achava que para estar plena eu tinha que estar perfeita, e acho também que pensava que era muito mais sobre ter do que ser. Graças a Deus, o caminho da espiritualidade vai nos mostrando que a experiência de plenitude não é algo tão distante assim, podemos experimentar mais disso à medida que aceitamos tudo como é, e aprendemos com o que surge, fazendo o caminho do nosso coração.

Voltando ao assunto da “caixa”, atualmente existe uma pressão social pelo nível da “norma” criada a respeito da organização de casas. Pode ser que isso não aconteça assim para você, mas repare, o nível de exigência e expectativa que se construiu sobre a dimensão da arrumação de casas, mantém principalmente em movimento a nossa mente racional, o que nos leva, em geral, a agir muito mais com o nosso lado esquerdo do cérebro, fazendo adormecer os nossos sentidos, as nossas emoções e a noção de diversidade e singularidade.


O conceito de espaço emocional, sobre o qual me propus a falar, nos ensina que:

Cada pessoa ocupa espaços emocionais diferentes dentro da mesma estrutura física.


Isso quer dizer que, apesar de todos nós sermos partes de um todo e por isso somos um, devemos nos lembrar que, ao mesmo tempo, somos seres únicos, experimentando a vida e se expressando de forma singular.


Portanto, sendo a casa uma extensão do corpo e da alma ou um reflexo de quem somos, a maneira como vivemos a nossa casa é determinada pela forma como experienciamos a vida.


Isso quer dizer algo muito óbvio, mas importante, nós nos movimentamos na casa de maneira diferente, usamos e sentimos os ambientes ao nosso modo, gostamos e damos atenção à coisas diferentes, a forma como resolvemos ou não os problemas que se apresentam é um reflexo da realidade de como experimentamos a vida.


Além disso, não estamos em um lugar por acaso, as nossas casas refletem os desafios que viemos transcender, portanto, a casa reflete o nosso mundo consciente e o inconsciente.


A questão é que se criou muitas expectativas sobre como a casa deve estar e foi deixado de lado que nada vive ou prospera separado. As variáveis: diversidade, caos e imaginação também são fecundas e nos levam a explorar outras dimensões, lugares, soluções, criações, possibilidades que ainda não havíamos imaginado ou sentido.


Está tudo bem isso acontecer, o Feng Shui não diz que temos que ficar com a casa o tempo todo arrumada, que não podemos nos deitar no sofá ou tirar um objeto do lugar. Tudo o que movimentamos no nosso espaço cria novas possibilidades, há que se observar e sentir o que acontece para não estarmos somente querendo controlar a tudo e a todos, impedindo o fluxo da vida.


Eu quero dizer que reconheço que a organização/arrumação é algo necessário e importante, é uma questão de segurança e higiene que nos traz um senso de ordem, clareza mental, melhora da autoestima, pois é geradora de beleza, facilidade, praticidade, e muita leveza, pois quando limpamos e descartamos o que não usamos mais, o que não nos traz boas sensações e memórias, ou o que não gostamos tanto, a bagagem que estava pesando fica mais leve, abrimos espaço para que a luz chegue e o novo possa brotar.


Organizar e limpar com um olhar atencioso, gera conhecimento do que temos, do que estamos acumulando dentro de casa e dentro de nós. Afinal, todas as coisas que temos dentro da nossa casa fazem parte do nosso campo áurico/energético, então já deu para perceber que as coisas ficam realmente mais leves quando diminuímos a bagagem, né?


Portanto, fazemos bem em organizar a casa? Sim! Existem muitas funções nisso, e a sociedade valida bastante a organização. Entretanto, a ARRUMAÇÃO não é tudo, não é a única forma de sermos e estarmos no mundo, é APENAS UMA das “mil” maneiras de vermos a REALIDADE.


A questão a ser observada aqui é que muitas pessoas estão vivendo a casa em uma dimensão de muito controle e poder sobre o outro, impedindo a manifestação do ser único, da diversidade, do caos, da imaginação, impedindo que cada membro tenha a sua forma de se expressar.


O mar baila com correntes que vão do caos a calmaria e isso é o que permite a sua plenitude e abundância, a sua riqueza, a sua diversidade!


Relativizar e abrirmos espaço para o fluxo acontecer nos ensina muito e diminui a sobrecarga dos acontecimentos. O controle excessivo leva-nos a um auto nível de estresse físico e psicológico, e a bloqueios dos fluxos de energia, que podem gerar medo e escassez.


A minha maneira de arrumar a casa é a forma como eu penso, e isso é muito individual. Para termos mais harmonia em nosso lar e em nossas vidas, precisamos abrir mão do controle excessivo, controle esse que não permite um nível de intimidade mais profundo. Aprender a ser escuta, a ser contemplação, respiração (pausa), e a não querer resolver tudo de imediato, ajuda bastante.


Lê-se ESCUTA, aquela em que apenas sentimos enquanto o outro fala, e não aquela que ouve o que está sendo dito, já pensando no que vai ser respondido antes do outro terminar.


Vou contar-lhes uma história para ilustrar um pouquinho. A Lis, minha filha, costuma espalhar os seus pertences pela casa, e às vezes eu não consigo entrar no mundo dela e entender o que acontece e, é fato também que as crianças precisam aprender a guardar as suas coisas.


Entretanto, essa semana eu estava querendo entender o gosto dela pelas escolhas dos espaços para brincar, falando comigo mesma sobre o porquê de ela brincar por toda a parte da casa. Depois de a brincadeira já estar no hall de entrada de casa eu me permiti perguntar o que estava acontecendo, queria saber porque ela escolheu aquele local para brincar, o que fazia ela gostar daquele espaço. Então, ela me disse que eles, os brinquedos (lê-se muitos brinquedos!), estavam fazendo uma viagem, estavam na casa de uma tia, visitando os primos! Esses brinquedos já estavam viajando por ambientes da casa a 2 dias! Eles saíram do quarto dela, aonde residem, e tomaram conta do meu quarto (cama, chão, cômoda), quando eu vi isso, achei que ela estava no meu quarto porque é maior, porque é meu, porque ela enjoo do dela, pensei em várias possibilidades, tentando achar o porque.


Antes de eu ir dormir eu disse para ela que não dava para os brinquedos continuarem ali, então ela os levou para a sala, aonde passaram a noite, e eu não tinha visto! No dia seguinte, lá estava a turma da barbie, o seu avião e todas as “tralhas” da casa na sala, eu simplesmente só vi, e fui fazer o que precisava. O dia aconteceu com aula on-line, jogos e desenhos na tv, e mais tarde todos os brinquedos estavam “organizados” entorno do hall de entrada, um lugar muito inusitado, que me levou a, enfim, parar de tirar conclusões próprias e fazer a pergunta!


Essa história, foi somente um exemplo do ato de se expressar. Por que muitas vezes nós não procuramos saber o que aconteceu, não procuramos relativizar e entender as circunstâncias pela qual o outro passa? Por que queremos controlar tudo a nossa volta, por que queremos que o outro seja como nós? Viver em harmonia em um relacionamento a dois ou em família, exige mais de nós, exige colocarmos em prática o que aprendemos sobre respeito, desapego e desidentificação, compreensão...


Na nossa casa podemos e devemos gerar um ambiente de confiança e intimidade profunda, podemos mostrar a nossa vulnerabilidade, ao que somos sensíveis e ir ao encontro do entendimento, de viver com mais alegria, mais dias de paz do que medo, raiva, tristeza ou insegurança.


Quanto mais fizermos a dança da partilha em nosso lar, quanto mais conseguirmos deixar o outro experimentar e se expressar, mais harmônica será a nossa vida, e pode acreditar, o nosso ambiente também!


Eu também estou nessa peleja! Vamos juntos!

Eu quero ser muito mais escuta, eu quero ser muito mais sentir do que ser uma fala reativa.

Eu quero isso para mim, e é isso que eu desejo para você.


Grata por me acompanhar até aqui,

Que seja luz!

Com amor,

Marcella


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