Intoxicação Alimentar no Verão


Olá minhas amigas, estamos de volta para mais um artigo. Ainda no tema do verão, vamos falar de algo que atinge muitas pessoas nessa época são as famosas intoxicações alimentares.


Quem nunca comeu algo que fez mal durante uma viagem? E o que fazer nessas situações? Vem comigo que te explico tudo!


Intoxicação alimentar, ou gastrintestinal (gastroenterocolite aguda), é um problema de saúde causado pela ingestão de água ou alimentos contaminados por bactérias como: Salmonella, Shigella, E. coli, Staphilococus, Clostridium, vírus como: Rotavírus, ou ainda por fungos ou por componentes tóxicos encontrados em certos vegetais (comigo-ninguém-pode, mandioca brava) e produtos químicos. A contaminação pode ocorrer durante a manipulação, preparo, conservação e/ou armazenamento dos alimentos.


Uma das causas mais comuns de infecção alimentar é causada pela bactéria Salmonella, que costuma ser encontrado em alimentos de origem animal, como ovos, leite e carnes que foram contaminados ao entrar em contato com as fezes de animais infectados. Entretanto, alimentos de origem vegetal, como frutas, legumes e verduras, podem carregar a Salmonella após uma contaminação cruzada. Os sintomas podem surgir em um intervalo de 6 a 72 horas após o consumo do alimento contaminado.


Assim como a Salmonella, a contaminação por Escherichia coli, também é uma causa comum de intoxicação. Presente no intestino de alguns animais, a infecção por E-Coli se dá pela ingestão de alimentos contaminados com resíduos fecais que contêm a bactéria. As principais fontes de transmissão são as carnes de boi e de porco, água não filtrada, contato com fezes contaminadas, leite não pasteurizado ou por contaminação cruzada, que geralmente ocorre por moscas que levam as bactérias de um alimento para outro. Os sintomas aparecem entre 6 e 36 horas após a ingestão do alimento contaminado.


Os Staphilococus aureus são comumente encontrado nas fossas nasais e na pele das pessoas sem causar danos. A intoxicação alimentar provocada por essa bactéria se dá pelas toxinas que ela produz e que acabam contaminando alimentos no momento de seu preparo ou manuseio. As toxinas são mais frequentemente encontradas em ovos, massa folhada, leite, peixe e carnes processadas, como presunto. O início dos sintomas é rápido, entre 2 e 8 horas após a ingestão do alimento.


É comum as pessoas tentam descobrir o que as fez passar mal revendo o que ingeriram naquele dia ou no dia anterior. No entanto, ao consultar um médico por suspeita de intoxicação alimentar, é importante lembrar mais do que o cardápio de apenas um dia antes: os primeiros sintomas provocados por algumas bactérias podem aparecer só 3 dias depois da ingestão do alimento contaminado.


Algumas pessoas estão mais suscetíveis a esse tipo de quadro, sendo eles: idosos, crianças, mulheres grávidas, e pessoas com doenças crônicas. Isso se justifica pelo fato que os idosos e crianças possuem uma resposta imunológica mais lenta, em gestantes ocorre alterações metabólicas, circulatórias e imunológicas, e pessoas com doença crônica vivem em um estado de inflamação crônica, consequentemente levando a um estado de imunossupressão.


Algumas práticas aumentam o risco de contrair uma intoxicação alimentar, como: comer ou beber sucos não pasteurizados, brotos crus, leite não pasteurizado e produtos lácteos fabricados a partir de leite não pasteurizado, como certos queijos; comer carne crua ou mal cozida; comer ou beber alimentos que foram contaminados durante o processamento ou pelo descuidado no manuseio; não realizar higiene adequada das mãos.


Independente de qual micro-organismo que tenha causado o quadro os sintomas são semelhantes, como: náuseas, vômitos, diarreia, febre, dor abdominal, cólicas e mal estar.


Nos quadros mais graves pode levar a desidratação, perda de peso e queda de pressão.


O diagnóstico é clínico e não requer nenhum exame complementar, na maioria dos casos. É importante investigar se há outros casos na família. O tratamento se baseia na prevenção da desidratação, ou seja, deve-se ingerir líquidos em abundância, água, água de coco, e sucos.


O uso de repositor de flora intestinal e zinco auxilia para uma melhor recuperação. Aqui vale um alerta, é importante evitar alimentos derivados do leite, pois nesses casos nosso organismo pode ter dificuldade para digerir a lactose.


A prevenção das intoxicações alimentares está diretamente associada ao saneamento básico, aos cuidados no preparo dos alimentos e a medidas básicas de higiene, como lavar as mãos antes das refeições e depois de usar o banheiro. A grande dificuldade da prevenção é o fato de os alimentos contaminados não apresentarem sinais da presença do micro-organismo. Ao contrário, em geral, sua aparência, gosto e cheiro costumam ser absolutamente normais.


Aproveitar o sol no verão é ótimo para todo mundo. Inclusive para as bactérias. Elas aproveitam as brechas em alguns dos alimentos mais comuns do nosso consumo e se reproduzem rapidamente nas condições favoráveis. Por isso, valem os cuidados minuciosos na hora de escolher o que ingerir, principalmente fora de casa.



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