Junho de 2021


Olá, manas! Me sinto alegre e honrada pelo nosso reencontro.

Amiga, já estamos no meio do ano!! Como você está?!

Espero que estejam todas com saúde e paz, sentindo cada vez mais esperança e fé em dias melhores.

No dia 21 de junho, comemoramos o solstício de inverno no hemisfério sul, marcando a entrada do Sol no signo de câncer. Cada povo comemorava essa data de um modo especial.

Os celtas, por exemplo, que neste dia comemoravam o solstício de verão, festejavam o auge da luz solar, com fogueiras, danças e procissões. No livro intitulado “O Anuário da Grande Mãe”- o qual, eu recomendo que você tenha em mãos - a autora, Mirella Faur, dá uma dica interessante para essa data: “Para atrair boas vibrações para sua vida, faça uma guirlanda com a Erva de São João e coloque acima da porta, ou jogue no telhado se está morando numa casa”.


Você já ritualiza essa data de alguma forma?!, se sentir, compartilhe comigo, gosto de estudar ritos de passagem. Sinto alegria em meu coração por celebrar esse momento, afinal, somos parte da natureza, e se algo está acontecendo na natureza podemos sentir essa influência em nós...

No Brasil, no mês de junho é bem popular as tradições relacionadas a comemoração de São João. As festas ultrapassam as comemorações religiosas, e invadem todos os cantos do país, trazendo alegria e nós preparando também para as celebrações do Natal. O símbolo da fogueira nos indica momento de reflexão: o que podemos deixar queimar na fogueira? Deixar para trás os sentimentos que não agregam positividade, com essa postura, deixar a vida mais leve, mais espaço no coração para os bons sentimentos...deixar morrer o que não nos serve mais, e renascer lindamente para o que há de vir! Simples assim...

Seguimos com nosso estudo do livro “Mulheres que correm com os lobos” da autora Clarissa Pinkola Estés. O capítulo que se apresentou para nós nesse momento é: “O coração como tambor e o canto para criar a vida”. Este texto está no capítulo 5 – A caçada: Quando o coração é um caçador solitário. Nesse capítulo, a autora nos apresenta a mulher esqueleto – que simboliza a natureza vida-morte-vida do amor. E o texto que nos vamos estudar juntas faz parte do subtítulo nomeado “As fases posteriores do amor”.

No início do texto a autora contextualiza sobre a importância vital do coração – é o nosso centro fisiológico e psicológico. Em dado momento em texto inicial do capítulo 5 (vale super a pena ler!), a autora descreve que a mulher esqueleto se valeu do coração do pescador, simbolizando que a mulher esqueleto usou o centro do motor da psique inteira, único órgão capaz de gerar sentimento puro e inocente. Essa história afirma que a partir do coração é possível pensar e criar as moléculas, átomos e sentimentos, necessários para realizar a criação da Mulher-esqueleto. Além disso, essa história nos apresenta uma promessa: permita que a Mulher-esqueleto se torne mais palpável na nossa vida, e ela em troca engrandecerá nossa vida. É um pedido de permissão para a Mulher esqueleto se tornar nossa aliada e parceira. Nas palavras da autora: “Dar o coração para uma nova criação, para uma nova vida, para as forças da vida-morte-vida, é uma descida ao reino dos sentimentos. Pode ser difícil para nós, especialmente se estivermos feridas de decepção ou mágoa. No entanto, se tocarmos essa dor, acordamos a Mulher-esqueleto”.

Em relação ao canto, a autora destaca que a música, assim como a oração e certos sons, são atos místicos que para despertar a pisque. Para cada pessoa o som terá canalizado uma força, porém pessoas em sintonia podem receber a energia da mesma força quando compartilhada.

Esse texto me lembrou a importância de descer ao reino dos sentimentos para entrar em contato com meus sentimentos e liberar do meu coração sentimentos que não são bons – e me lembro de que especialmente no mês de junho podemos jogar na fogueira os sentimentos que ocupam espaço no coração, porem não agregam um valor positivo – e assim, tomando contato com meus sentimentos faço um trabalho comigo de me conhecer melhor e me desenvolver também.

Te convido a descer ao reino dos sentimentos e renascer, fortalecida, para a vida. Cantemos celebrando a vida que há em nós e deixamos morrer o que passou. O ciclo da natureza é vida-morte-vida. E nos somos também somos regidas por esse ciclo. A maior prova disso é o nosso ciclo menstrual. Seguimos todas as fases até “morrer” e começar a viver novo ciclo a cada mês. Aceitar e reconhecer nosso ciclo nos facilita auto-conhecimento e faz com que nossas atividades fluam com maior naturalidade. Experimente, e se sentir, compartilhe comigo sua vivencia. Gratidão.

Abraços quentinhos,




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