Plantando sonhos com fraternidade


Quando tudo que você tem é o agora, como pensar no amanhã?

Para nós que vivemos uma cultura de certa forma preocupada com o futuro não parece tão difícil pensar no futuro, tecer sonhos e planejar metas, não é mesmo? Mesmo assim acredito que algumas de nós pode descobrir que há algum tempo não tem seus próprios sonhos e projetos, mas sim os sonhos e projetos da família, da empresa, de um companheiro ou dos filhos...


Quantas de nós simplesmente se doa tanto aos outros que se esquece de cultivar aqueles antigos sonhos ou de construir novos sonhos que sejam pessoais. Eu mesma me vi nessa situação há um ano atrás, vivendo os sonhos da minha família sem me dar conta de que meus antigos sonhos haviam ficado em segundo, terceiro ou até quarto plano. Eu redescobri minha capacidade de sonhar e de realizar. Foi como um renascer de mim mesma e recomendo a todas as mulheres esse exercício. Não há nada de errado em sonhar coletivamente, em ter planos familiares, claro que não. Mas também é necessário que nos perguntemos se há um equilíbrio nisso. Se estamos doando aos outros nosso tempo, nossa energia, nosso coração, precisamos pensar o quanto disso estamos fazendo por nós mesmas também.

Hoje eu iniciei um desses antigos projetos adormecidos. Comecei a ensinar um grupo de mulheres que vivem em extrema vulnerabilidade social, abaixo da linha da pobreza, a aprender a sonhar. Muitas delas simplesmente não sabiam nem por onde começar. Na língua malgaxe, incrivelmente, descobri que não existe condicional "se". Isso significa muito! Por exemplo: a tradução da frase "se eu fosse próspera financeiramente" fica traduzida como "quando eu era próspera financeiramente" porque não existe essa noção de perspectiva de futuro na língua e tampouco na cultura malgaxe. É uma triste constatação, não é mesmo?

A partir de então passei a buscar uma forma de estimular essas mulheres a pensarem no futuro, a planejarem e a organizarem seus recursos financeiros com novas perspectivas. Está sendo uma linda descoberta para elas e para mim. Muitos momentos emocionantes compartilhando e plantando novos sonhos nessa lua nova de abril. Me perguntei como vocês aí do outro lado do mundo estão sendo estimuladas a construir um futuro melhor para si mesmas e também para o mundo a sua volta. Porque certamente isso é algo muito importante a ser fazer principalmente em tempos mais turbulentos de incertezas. Afinal, a esperança é um ramo sempre verde que cultivado no jardim da confiança em dias melhores.


Vamos cuidar desse jardim juntas?



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