Qual a importância da vacinação nos dias atuais?


Olá, minhas queridas, estamos de volta com mais um artigo. Hoje vamos abordar um tema muito falado nos últimos dias, a vacinação. Você sabe qual foi a primeira vacina a ser inventada? Você sabe como era a situação da saúde antes da era das vacinas? Então vem comigo, que hoje iremos conhecer um pouquinho dessa história e dessa forma vamos entender melhor essa nova vacina contra Covid.


As vacinas são substâncias biológicas destinadas a estimular o corpo a produzir anticorpos, a fim de que tenhamos uma resposta imunológica para determinadas doenças, sem que elas efetivamente se desenvolvam. Ou seja, elas ativam nosso sistema imunológico ensinando nosso organismo a reconhecer e combater vírus e bactérias em infecções futuras. A aplicação de vacinas, em alguns casos pode apresentar reações como febre, dor local.


Partindo para o lado histórico, os primeiros relatos de uso de algo semelhante a vacina que conhecemos hoje, ocorreu na china no século 10, relatos contam que para o combate à varíola eles utilizavam uma forma de vírus atenuado, triturando cascas de feridas provocadas pela doença e soprando esse pó com o vírus morto sobre o rosto de pessoas saudáveis. Essa prática reduziu a mortalidade pela doença no país.


A varíola é uma doença com origem no período pré-histórico, designada por moléstia infecciosa grave causada pelo Poxvirus variolae, resultando em febre alta, vômitos, dores generalizadas e principalmente pelo aparecimento de bolhas, que deixam cicatrizes pelo corpo. A varíola assombrou a humanidade, e, por isso, várias foram as tentativas de controlar sua expansão.


Mas foi só em 1798 que o termo “vacina” que conhecemos hoje surgiu pela primeira vez, graças a uma experiência do médico e cientista inglês Edward Jenner. Ele ouviu relatos de que trabalhadores da zona rural não pegavam varíola, pois já haviam tido a varíola bovina, de menor impacto no corpo humano. Ele então introduziu os dois vírus em um garoto de oito anos e percebeu que o rumor tinha de fato uma base científica. Devido a esse experimento, no processo de imunização humana atribuiu-se o nome vacina, do latim vacinnus, que significa vacas. Após as constatações sobre a segurança e eficácia da inoculação, Jenner iniciou a imunização de crianças utilizando fragmentos de pústulas.


Quase oitenta anos após as descobertas científicas de Edward Janner, o contexto das vacinas ganhou um novo destaque, com os estudos de Pasteur e Koch, sendo o ano de 1870 um importante marco da vacinação, quando se estabeleceram as relações de causa–efeito entre a presença de microrganismos patogênicos e doenças. Pasteur e seus colaboradores desenvolveram a tecnologia de se atenuar o agente causal da doença, permitindo a sua inoculação nos indivíduos. Surge então o conceito de vacina e sua produção em larga escala. Mesmo com todos os avanços das pesquisas relacionadas à imunização pela vacina, somente no século XX começa a vacinação de rotina em grandes populações, o que contribuiu muito para redução de mortalidade e erradicação de várias doenças.


No Brasil, a vacina chegou em 1804. O ano de 1820 marca o primeiro mapa anual de vacinação em massa. Dez anos mais tarde, em 1830, nota-se uma redução da vacinação associada ao medo da população em tomar a vacina, conhecido por vacinophobia, seja por medo do incômodo da vacina e de adquirir doenças das vacas, pela incitação do clero em afirmar que a vacina era coisa de satanás ou pela própria discussão médica sobre a eficácia da imunização.


Nem sempre a vacinação foi bem aceita. Numa tentativa de se introduzir na população a cultura da vacina, em 1846, a imunização se tornou obrigatória no Brasil, e isso levou a uma revolução pela população. Desde que Oswaldo Cruz assumiu o controle da saúde pública brasileira, em 1903, diversas de suas ações, voltadas inicialmente para o combate à epidemia da febre amarela e da peste, foram alvo de críticas da sociedade pela maneira que eram impostas e pela forma com que as práticas invasivas atingiam a população. Mas o descontentamento da população ficou incontrolável quando foi imposta a vacinação e a revacinação obrigatória contra a varíola. A Revolta da Vacina foi um dos maiores levantamentos populares ocorridos durante o século XX, explodido precisamente no dia 11 de novembro de 1904. A partir de então, as vacinas começaram a ser produzidas em massa e se tornaram um dos principais elementos para o combate a doenças no mundo.


Atualmente o Brasil conta com um dos programas de imunização mais completos do mundo, sendo inclusive mencionado como referência internacional no contexto das campanhas de vacinação. O Programa Nacional de Imunizações - PNI, instituído em 1971, sob coordenação do Ministério da Saúde, ampliou as estratégias de vacinação e alcançou elevados índices de eficiência com a erradicação de doenças, como a varíola em 1973 e a poliomielite em 1989, além de ter conseguido o controle de moléstias como febre amarela, coqueluche, sarampo, tétano neonatal e acidental, as formas graves da tuberculose e difteria, dentre outras, graças às atuações planejadas e sistematizadas desenvolvidas no país desde o início do PNI até hoje.


As vantagens proporcionadas pelas ações de imunização são grandes, e muitas evidências demonstram a sua capacidade de diminuir as mortes de crianças e adultos, garantindo saúde e bem-estar das populações, além de favorecerem a economia para os governos, pois reduzem os custos com consultas, tratamentos e internações.


Sem dúvida a descoberta da vacina abriu espaço para uma nova forma de medicina, a medicina preventiva, que, ao invés de tratar os sintomas das doenças, atua na precaução, com custos bem inferiores àqueles provenientes do tratamento clínico das doenças. A necessidade então passa a ser a introdução da cultura da vacina, a fim de demonstrar não somente os benefícios da imunização, mas realmente fazer com que as pessoas se sintam compelidas a se vacinar.


Em crianças menores de cinco anos, a vacinação foi responsável pela acentuada queda nos casos e incidências das doenças imunopreveníveis, como as meningites por meningococo, difteria, tétano neonatal, entre outras. Além disso, em 1989, o país erradicou a poliomielite e eliminou a circulação dentro do território brasileiro do vírus do sarampo em 2000, e da rubéola, em 2009. Atualmente, só há casos registrados de pacientes infectados fora do país.


Em seu calendário básico infantil, o SUS oferece 12 vacinas que previnem mais de 20 doenças – BCG, hepatite B, penta, inativada poliomielite (VIP), oral poliomielite (VOP), rotavírus, pneumocócica 10 valente, meningocócica C febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela) e DTP (difteria, tétano e coqueluche).


À frente de muitos países, o Brasil alcançou a meta de redução da mortalidade em menores de 5 anos proposta nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM 4) das Nações Unidas, sendo que a taxa de mortalidade reduziu de 53,7 para 17,7 óbitos por mil nascidos vivos de 1990 a 2011, quatro anos antes do prazo estabelecido. O índice de mortalidade de crianças caiu 77% no Brasil em 22 anos. Segundo um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a taxa passou de 62 mortes a cada mil nascidos vivos para 14 óbitos por mil nascidos vivos. De 2002 a 2012, o país reduziu em 40% a taxa de mortalidade infantil.


Foram séculos até que a ciência chegasse ao patamar atual. Algumas pessoas não estão confiantes nas vacinas contra Covid-19, já que foi uma vacina desenvolvida tão rapidamente.


Porém por trás dessa vacina existem séculos de pesquisa e hoje graças às tecnologias conseguimos desenvolver uma vacina em menos de um ano. Os riscos de efeitos adversos existem assim como em qualquer outra vacina ou medicação, porém esses riscos são muito pequenos frente a todos os benefícios que vem com a imunização. Imagina quantas pessoas não teriam morrido de varíola, ou sarampo ou até mesmo ficado com sequelas de poliomielite, e essa mesma linha de raciocínio se aplica à vacinação contra Covid-19.


Seguindo um caminho preventivo teremos mais saúde e longevidade.





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