Uma pausa e posso voar


Olá meninas, queridas leitoras, estou em meio a uma agenda cheia, dias e horários cronometrados, focada no meu propósito e hoje, como em todas as manhãs, abro a janela do meu ateliê (em casa), para iniciar a realização do meu planejamento.


É uma janela grande que contempla todo o jardim e as árvores na entrada do meu lar. Ao abrir, senti o cheiro ainda que tênue do chão molhado, tive que parar e verdadeiramente abrir os olhos para o painel à minha frente.


Momento de uma pausa na rotina, pois uma voz me chama e diz: - Pare um pouco, veja, olhe, escute, sinta e perceba a Minha Presença. Só obedeci, me desconectando da pauta, ou melhor, priorizando o que aos olhos me salta.


Finalmente sinto a chegada da Primavera, percebo delicadas flores que já se abrem sobre o chão, vejo orvalho nas folhas, os pássaros cantam ainda mais alto do que de costume ou talvez aqueles que andavam mais silenciosos sentiram o brotar da esperança e voltaram a cantar.


Algo ainda mais belo me comove, são borboletas? São borboletas que me chamam a atenção? Sim, são elas as fadinhas voadoras trazendo sua mensagem de beleza e transformação.


Nesta pausa não deixo de ser artista, pelo contrário, me sinto ainda mais plena, sem nenhuma pretensão além de expressar o pulsar do meu coração, como criança, busco por papel, régua, lápis, canetinhas e minhas mãos, me sensibilizo por estarem a minha disposição, graças a vocês posso registrar o que minhas palavras ainda não são capazes de contemplar.


Desenho em círculos ao som de uma bela e suave canção, cresce ainda mais minha inspiração, sinto meu corpo pulsar, percebo a minha respiração que segue num mesmo compasso elevando meu pensamento e num êxtase de gratidão, traço após traço, faço a minha oração.


Como um pincel umedecido nas vivências desta manhã, minhas mãos sabem o que devem fazer, quais cores e formas manifestar, compartilhando com autenticidade a sua mais pura identidade. A revelação do Eu que nunca dorme e que habita todos os seres que só O percebem quando conectados na verdade.


Pausa concluída, algo mudou em mim, já não sou a mesma que antes, me sinto renovada e inundada pela leveza deste momento. Sentindo-me prestigiada pela oportunidade de sair da matrix por alguns instantes, ninguém é o mesmo depois de tão sublime experiência, que nos auxilia a refletir sobre o que realmente importa.


Escrevo este artigo com o desejo de que mais flores floresçam em nossos jardins e que mais momentos de pausa contemplativa façam parte de nossa rotina.


Saúde, Paz e Feliz Primavera queridas leitoras.


Gratidão!





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