Um mergulho em mim


No dia 10 de julho, o @sra.de.si promoveu uma live com a @laricampos10 , com o tema “Escrita para todos”. O objetivo era desmistificar algumas crenças que muitos de nós carregamos em relação à prática da escrita, além de abordar questões como objetivos do texto, definição de público e como ter fluidez no processo criativo. Ao final da live, a Larissa apresentou um exercício para auxiliar na produção de textos, a partir de fotos tiradas dentro de casa. A Aline Kirchesch topou o desafio, escolheu uma foto e enviou o texto que compartilhamos abaixo. Nossa gratidão à Aline!


Seguindo a proposta do @sra.de.si uma foto que tirei dentro de casa. Esta é de uma viagem que fiz com meus pais. Nesta época estava no 6° semestre do curso de Direito. Quando olho para esse barquinho com a foto minha e de meus pais imediatamente fluem diversas recordações, mas não só dos passeios que fiz, mas também da fase que vivia.


Quanta coisa ainda iria viver e a maioria dessas experiências nem passavam por minha mente. Este objeto faz ponte entre o meu agora e o meu antigo eu. Formam um túnel em que em minha mente é possível ter um diálogo extratemporal, porque para o cérebro o tempo não segue a lógica que os homens criaram de tempo. Nesta percepção eu me permito observar o meu eu como um telespectador de minha própria historia.


Ao mesmo tempo que me vejo em tantas experiências observo uma enxurrada de emoções. Posso dizer que dentro disso o que sinto mais presente é a presença de uma alegria acompanhada de paz. A paz veio ao meu eu quando comecei a me dar conta que estou aqui seguindo e que minha vida segue se construindo e cada vez sendo mais divertida. Porque mais do que cumprir metas, realizar sonhos, a vida também é sobre conseguir apreciar a cada fase. Sobre se entregar ao que o momento permite. Sobre viver uma vida honesta com os valores que a sua família te passa.


E independente de cada ponto que eu olhe para minha vida eu sei que estou carregando comigo toda minha família, amigos, tudo que eu sempre valorizo. Eu venho vivendo uma entrega não só do meu racional, mas venho buscando cada vez me desenvolver para encontrar caminhos harmônicos para viver cada experiência terrena de uma forma que faça sentido para a pessoas que sou. Mas devo admitir esta busca em me conhecer se tornou ainda mais intensa quando todos ao meu redor não conseguiam mais me resgatar com tanta facilidade. Me vi em situações que os conselhos de outras pessoas apenas me deixavam mais confusas.


Foi ai que percebi a necessidade de ter ferramentas para ter uma autonomia emocional. Eu sou a caçula de minha casa, sempre fui acompanhada por uma dicotomia interna entre querer me virar sozinha e fazer tudo do meu jeito verso a outra parte dengosa que quer ser carregada no colo e dengada. Confesso que quando as cobranças aumentam é quando tudo fica mais latente neste conflito.


E o caminho interno que tenho feito para superar a tudo isso é a fé que existe alguém sempre comigo e que me carrega no colo sempre que preciso for, ele conhece minhas necessidades e sabe todas as minhas dores, este alguém é o criador de todas as coisas.


Por: Aline Franciele Bello Kirchesch


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