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De cada vez...


Em tempo de uma busca incessante por respostas rápidas, urgentes, as emergências efêmeras por vezes podem nos tirar do foco do que realmente importa.


Às vezes é preciso calar para poder ouvir o que o coração realmente quer dizer.

Mas o que realmente importa? É uma pergunta que venho me fazendo, no silêncio sincero que existe em mim. Não há resposta, e sim perguntas gritando para saber o que realmente me faz sentido. Mas não é simples silenciar-se para ouvir o próprio coração, quando quase consegui ouvir a serenidade, a ansiedade imatura na ânsia por querer saber me desfocou algumas vezes.


E, como bem sabemos, a música ocupa um lugar de destaque em minha vida como ferramenta de transformação, principalmente de sentimentos, emoções e pensamentos.


Afastar-se por algumas vezes é necessário para conectar-se a si próprio, e está tudo bem, desde que não leve muito tempo, e que esse tempo seja o tempo necessário para se fortalecer no propósito, e eu, sigo no propósito de ser feliz.


E nesse recomeço, nesse novo tempo aqui do portal Senhora de Si e também nesse novo tempo dentro de mim, a canção para inspirar o novo ciclo de postagem (que será a canção que me inspirou no mês que se passou) fala exatamente sobre acalmar o coração para dar um passo de cada vez. Canção de Edu Tedeschi, interpretada pela maravilhosa voz de Sandy e Agnes Costa, foi um bálsamo ao meu coração e chegou até mim como um presente e que seguiu clareando o meu mês.


Ela já começa dizendo: “desacelera”, e é isso. A gente não precisa querer abraçar o mundo, ser herói de todo mundo, resolver todos os problemas, dar conta de tudo ou querer ter respostas para tudo. A gente simplesmente não tem. E eu compreendo que ter a consciência de que eu não sei tudo me dá a chave para encarar o que é preciso superar, e acredito que isso é um primeiro passo, e é um de cada vez. Saber que sou frágil, que preciso de uma mão amiga, que não tenho todas as respostas, que mereço me dar lugar, que mereço ser amada e cuidada.


Isso me leva ao que considero um segundo passo, que é compreender que não sou a última bolacha do pacote. E que preciso me desapegar das sombras que existem em mim, e muitas vezes são as sombras do que se passou que voltam para nos atordoar. Sombras como por exemplo feridas não curadas, mágoas latentes sutis, palavras malditas que voltam como flecha, situações mal resolvidas, nós que precisam ser desatados. As vezes às sombras são o nosso orgulho, a nossa vaidade, egoísmo, apego (é possível que estejamos apegados a tudo isso)... É preciso deixar no passado e reconhecer quem realmente está do nosso lado nos auxiliando a ser melhor. Pode parecer pouco, ou besta, mas realmente respirar acalma e nos faz reconhecer o que é preciso.


Acredito que quando a gente sabe que não sabe de tudo, e reconhece que precisamos desapegar de crenças, manias, hábitos, sentimentos, costumes e pequenos caprichos é natural que o recomeço se apresente se maneira singela. É aí que a gente entende que todo dia é uma nova oportunidade de recomeçar, todo recomeço pode ser leve se sabermos olhar e admirar a nova possibilidade que se apresenta em nossa porta.


O ponto alto da canção que me abriu os olhos para o que eu precisava entender é: “Recomeça, tenta ser mais brisa do que vento, encara a vida nesse movimento”. Eu já contei pra vocês que eu tenho uma busca pessoal ser uma pessoa mais leve, mais alegre e mais positiva, porém eu ainda era vento. O vento é notado com facilidade, por mais que venha ele de maneira branda ele ainda mexe com o que toca. O vento ganha força, leva o que estiver pela frente. Ser vento é legal, as vezes precisamos movimentar mesmo pra resolver algumas coisas, mas o vento balança. Ser brisa pra mim é trazer o frescor da esperança sem “forçar”, é agradável, é constante e discreto, por vezes a brisa não é nem percebida, entretanto beneficia quando se apresenta.


Ouvir isso foi tão especial, eu entendi que não preciso forçar nada, que o é meu virá, leve, no tempo certo e certeiro, assim como a brisa. E eu quero ser brisa por onde eu passar, ser leve, discreta, sem julgar ninguém, sem querer impor o meu ritmo ou movimento onde eu estiver.


Afinal, dessa vida a gente não leva nada além das boas lembranças que pudermos carregar conosco, e nessa vida não deixamos nada além dos sentimentos que plantamos na vida das pessoas.


Tudo que acontece é por uma razão de ser.

Até a tristeza nos faz dar valor a alegria.

A dor faz com que a gente sinta a grandeza do bem-estar. Eu desejo que a gente sempre possa perceber o quanto lindo viver. Desejo que se for preciso ser vento a gente seja, mas que na maioria das vezes, sejamos brisa leve e agradável ao tocar o coração de alguém, e principalmente ao se conectar com o nosso próprio coração.





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