Mãe , o Fluxo da Vida


Mês de maio chegou e com ele uma das comemorações mais belas, o Dia das Mães... Há quem diga que essa data é tão somente um evento comercial, entretanto, o que vejo e sinto são amplas manifestações de amor a essa pessoa tão especial em nossas vidas...


Você já se perguntou qual o significado da palavra Mãe? Como você descreve o sentimento que surge em seu coração quando se lembra da sua mãe?

Há alguns anos, uma amiga (Luciana Berté) e eu criamos um workshop vivencial chamado: Mãe, o fluxo da Vida. Um trabalho que nasceu com muito amor, como forma de homenagear nossas mães e todas as mulheres que se vêem diante dessa missão. Quando realizamos esse movimento, pedimos para que os participantes definam a palavra mãe e sempre nos encontramos com esses atributos: amor, força, grandeza, superação e etc... Sim, concordo plenamente com todos esses substantivos e adjetivos utilizados para ilustrar tão amorosa palavra. Porém, hoje falaremos um pouquinho mais a respeito do tema.


Segundo a visão sistêmica, a mãe é a nossa primeira morada. Ela é quem nos nutre em seu ventre com tudo aquilo que é necessário para que possamos chegar à Vida. Em seu ventre vivenciamos a abundância plena. Quando chega a hora, ela nos traz à Vida nesse planeta chamado Terra, como se fosse um portal e, a partir de então, se torna responsável pela nossa existência até o fim de nossos dias.


Aprendemos com nossas mães a servir, pois é uma das atividades que mais fazem enquanto somos pequenos. Aquelas que porventura não criaram seus filhos, de certa forma, igualmente serviram à Vida, uma vez que permitiram a gestação seguir adiante e de modo que seus filhos nascessem e pudessem presenciar o amor em outra família.

Bert Hellinger diz: “O sucesso tem o rosto da mãe”. Ele explica que nossa primeira vitória é a fecundação e isso ocorre dentro do corpo de nossa mãe, em seu ventre. Após conseguimos nosso segundo sucesso: o nascimento. Então, vem a amamentação, também considerada uma conquista, pois tomamos a mãe aqui de uma forma ativa e esse movimento deve servir de referência para o nosso processo de buscar na Vida o que nos for necessário.


Assim crescemos e, à medida que tomamos nossa mãe, aceitando-a e valorizando-a tal como é, conseguimos servir ao outro, ao trabalho, à profissão com amor e carinho, e o resultado disso é o Sucesso.

Sim, nossa prosperidade está diretamente relacionada com a forma que nos relacionamos com nossa mãe.


E como faço para tomar essa mãe em toda sua plenitude? Tendo uma postura de humildade perante ela, sabendo que ela é uma mulher comum, apesar de sua grandeza. Entender que essa mulher comum é imperfeita e que em um determinado momento da Vida se vê mãe, sem saber ainda como agir diante disso. E a partir daí, ela fez o que lhe foi possível, de acordo com a sua história e o seu destino, para que a Vida chegasse até nós.


Quando olhamos para nossa mãe com esse olhar de amor e reconhecimento, sem lhe cobrar a perfeição, sentimos verdadeiramente o valor desse lugar e a força que todas as mães tiveram ao fazer a Vida seguir à diante.


Escrevo esse texto hoje em homenagem à minha amada mãezinha, Sivanda Castilho, e a todas as mães que valorosamente contribuem para esse fluxo da vida.



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