Meditação do Aleitamento Materno


Olá queridas amigas leitoras.


Estamos todas conectadas.

Quero trazer hoje uma reflexão que é também uma meditação.

Estamos chegando ao final do mês de agosto que foi escolhido como Agosto Dourado, para nos lembrar da importância do aleitamento materno. E o tema escolhido esse ano foi a sustentabilidade.

Esses dias eu estive refletindo sobre como a sustentabilidade está refletida na amamentação e a amamentação na sustentabilidade?


*Foto: Mariana Marayadu (minha filha)


Em alguns momentos eu sinto que infelizmente muitos de nós, estamos desconectados da natureza e uns dos outros. E por isso tomamos atitudes sem consciência, imprudentes em relação a nossa sustentabilidade.

Quando digo isso estou falando da nossa relação com o nosso próprio corpo. Das escolhas que fazemos em relação aos nossos hábitos e do nosso amor próprio.

E como isso reflete na forma que agimos também com as outras pessoas? E com o planeta?

Cuidando de nós mesmas aprendemos a nos amar. E podemos expandir esse amor para as outras pessoas. Aprendendo assim a amar também o ambiente que nos cerca. Conhecendo a mim mesma eu olho para dentro de mim num mergulho profundo e reconheço as minhas raízes. De onde vem a minha nutrição? Eu honro a história dos meus ancestrais. E toda luta que eles tiveram para que a vida chegasse até mim. Mas também reconheço os reflexos da inconsciência humana que chegaram até o quadro que estamos vendo hoje. Ontem éramos a geração em quem eles depositavam suas esperanças e hoje nós depositamos as nossas nas gerações futuras que estão nascendo de nós. Quem fez o planeta adoecer assim? Fomos nós e os que vieram antes. Mas ao invés de ficar triste, remoendo pensamentos destrutivos dentro de mim sem perdoar o que passou, eu decidi olhar para o outro lado dessa moeda e perceber o quanto todos estamos conectados.

Nessa meditação profunda e elevada eu reconheço o lugar dentro de cada ser desse planeta onde o universo inteiro habita. UM microcosmos que também está presente em mim. Nós Compartilhamos desse lugar de ciência, sabedoria, harmonia, paz e ordem. Por compartilhar desse lugar dentro de cada um de nós é que estamos conectados uns aos outros. Dessa forma todos os seres do planeta estão unidos. Nós somos um.

Quando eu amamento meu bebê, não apenas nossos corpos estão ligados, mas a natureza nos provê de força e energia em abundância

para conectar também nossas almas nesse espaço dentro de nós que nos une. O que é dentro também é fora, unindo os versos. Por isso posso expandir esse amor, essa ordem, essa ciência enquanto amamento meu bebê. Essa é minha meditação mais ativa. Para tudo e todos ao meu redor eu envio esse amor ao expirar e recebo a luz e a força necessária para trazer ao meu universo também.

Todo um universo está dentro de mim e de todos os seres vivos, assim como esse lugar existe no coração da Terra que faz pulsar essa energia vital em todos nós. Nada é tão sustentável no cotidiano dos seres humanos do que uma mãe que amamenta. Nela está toda a capacidade de nutrir o corpo e a alma do seu bebê. Sem desperdício e sem resíduos poluidores, o leite materno é a própria vida que protege o bebê e aumenta sua imunidade, um investimento natural que evita doenças crônicas e estabelece uma conexão única entre cria, criatura e Criador.

Amamentar é revolucionário na atualidade, é um ato político mesmo que a mãe esteja alienada. Em toda alienação existe uma insatisfação não expressa. O corpo todo da mãe se movimenta para produzir tanta energia que se converte em crescimento e saúde. Além disso a própria mãe se beneficia do aleitamento fazendo as transformações necessárias para lidar com os hormônios no puerpério, para que seu útero retorne ao tamanho não gravídico regulando seu organismo e prevenindo o câncer de mama e do útero, por exemplo.

No entanto o amor que eu inspiro nutre a mim mesma e deve ser equilibrado com o amor que eu expiro. Nesse contrair e expandir é que moram as transformações e os mistérios do morrer e renascer a cada respiração, a cada novo dia, a cada novo ciclo. Nada é permanente na vida e na natureza porque tudo é um processo, tudo que vive tem um ciclo e isso está presente também na amamentação. Há tempo de produzir o colostro, o primeiro leite que alimenta e protege o bebê com os hormônios e microorganismos do pós parto. Há tempo de produzir o leite cheio de líquido que mata a sede, seja ela de água ou de vida. Há o tempo de produzir o leite gorduroso e protéico rico em vitaminas, que nutrem e engordam, que acolhem e aconchegam. Enquanto o bebê cresce ele muda, suas necessidades mudam e o leite acompanha essas necessidades mudando também. Chega então o momento de introduzir novos alimentos por volta do sexto mês de vida e o bebê começa uma transição, o corpo da mãe também sente essa transição. Pouco a pouco é chegado o momento em que nessa transição de alimentação o bebê está maduro o suficiente para se tornar independente do leite materno e essa maturidade pode acontecer tanto a nível orgânico quanto emocional. Chega um novo tempo de desmame que pode ser feito progressiva e gentilmente. Um novo ciclo para ambos que continuam ligados pela força espiritual que os uniu e que une todas os seres.

Cada vez que uma mãe se cuida, ela o faz também por seu bebê e por todo o mundo.

Por isso eu peço ao universo em comum que há em cada um de nós um pouco mais de empatia por esse ato sagrado de nutrir, pelo aleitamento materno em sua perfeição natural e por todas as mães que estão aprendendo assim como seus filhos a serem essa ponte que liga o material e o espiritual através de si mesmas e suas crias durante a amamentação.

Quero concluir esse artigo citando trechos de algumas músicas que gravadas em mim ecoaram em meu ser depois dessa meditação.

"Eu me desenvolvo e evoluo com meu filho. Eu me desenvolvo e evoluo com meu pai"

(Marcelo D2)

"Haja mais amor a começar em mim." (Vocal Livre)

"É cria, criatura e Criador. Cuida de quem me cuidou, pega na minha mão, me guia." (Maria Rita)



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