Os efeitos do Anticoncepcional Oral no organismo feminino


Olá minhas queridas amigas! Estamos de volta com mais um artigo. Pra hoje escolhi um assunto bem comum, que a maioria de vocês já utilizaram ou conhece alguém que usou.


Vamos falar dos anticoncepcionais orais. Sim a famosa pílula de hormônio. Me acompanhe para saber os efeitos benéficos de seu uso, bem como as indicações de uso, contraindicações e efeitos colaterais.


A palavra anticoncepção se relaciona a métodos com finalidade de impedir uma gestação. Existem vários tipos de métodos contraceptivos. Os chamados métodos comportamentais, assim como, tabelinha, coito interrompido e abstinência sexual; os métodos de barreira, como por exemplo, o preservativo masculino e feminino, diafragma, espermicidas; os métodos hormonais, assim como a pílula oral combinada, contraceptivo hormonal injetável, anel vaginal e adesivos cutâneos. O DIU (dispositivo intrauterino) funciona como método de barreira e hormonal associado. Além dos métodos definitivos feitos por procedimento cirúrgico.


A comprovada eficácia juntamente com a facilidade de acesso e de uso dos contraceptivos orais faz deste um dos métodos reversíveis de contracepção mais utilizados em todo mundo. Outro fator que contribuiu para a popularização deste método foi a diminuição da quantidade de hormônios presentes nas pílulas de primeira geração levando à diminuição dos efeitos colaterais e proporcionando o uso ainda maior dessa forma de contracepção.


No Brasil a cada dia vem aumentando a utilização de contraceptivos, atualmente cerca de 80% das mulheres em idade fértil utilizam algum tipo de método reversível, em contrapartida, o número de pacientes que optam pelos métodos irreversíveis diminuiu drasticamente.


Muitas preocupações surgiram a partir do estudo com contraceptivos orais, que continham altas doses de estrogênio e progesterona, mas hoje a quantidade desses hormônios diminuiu notavelmente, o que diminuiu significativamente os riscos associados ao seu uso.


Porém, preocupações importantes sobre o uso de CO persistem até hoje, especialmente no que diz respeito ao risco de câncer, doença tromboembólica, alterações no metabolismo dos lipídios e carboidratos, hipertensão arterial, dentre outros.


Os CO atualmente disponíveis são uma associação entre estrógeno e progesterona sintéticos ou pílulas contendo apenas progesterona. Estrógenos suprimem o hormônio folículo estimulante (FSH), estabilizam a camada endometrial (controlando o sangramento) e potencializam a ação da progesterona, que age suprimindo o hormônio luteinizante (LH) e produzem mudança da consistência do muco cervical e atrofia do endométrio. Como resultado, o componente estrogênico inibe a maturação folicular enquanto a progesterona bloqueia a ovulação.


Os contraceptivos orais, quando utilizados corretamente, são altamente efetivos e seguros. Seus benefícios incluem o alívio de problemas menstruais como redução da cólica menstrual, dor ovulatória e diminuição da perda do fluxo sanguíneo e a prevenção de diversas complicações como câncer de ovário e endométrio, cistos ovarianos, gravidez ectópica, inflamação pélvica e doença benigna da mama dentre outros. Após a difusão do uso dos CO, o número de abortos reduziram em torno de ⅓. Outra vantagem é que o retorno a fertilidade mesmo com uso prolongado é normalmente rápido. Normalmente as mulheres são aconselhadas a terem dois ou três períodos menstruais normais antes de engravidarem para permitirem a estabilização da menstruação e ovulação.


Existem sugestões de que condições que causam longos períodos de anovulação durante a vida reprodutiva, como a paridade, uso de contraceptivos orais e padrão menstrual irregular ou mesmo a menarca tardia, podem estar associados a um atraso na menopausa, pois o fator mais importante para determinar a idade de ocorrência da menopausa é o número de folículos ovarianos.


Assim como qualquer outro medicamento, os anticoncepcionais hormonais podem causar vários efeitos colaterais, estes são dose dependente, ou seja com os CO atuais esses efeitos não desejados reduziram bastante. Pode levar a: alterações imunológicas, metabólicas, nutricionais, psiquiátricas, vasculares, oculares, gastrointestinais, cutâneas, renais e do sistema reprodutor. Além disso, são resultantes dos efeitos da progesterona sintomas como: aumento de peso decorrente do ganho exagerado de apetite, depressão, exaustão, cansaço, queda da libido, aparecimento de cravos e espinhas, crescimento das mamas, elevação do colesterol ruim (LDL), redução do colesterol bom (HDL) e prurido. A combinação da progesterona e estrogênio causa maior sensibilidade mamária, dor de cabeça, aumento da pressão arterial e infarto agudo do miocárdio.


Mulheres com predisposição a doenças cardiovasculares e que utilizam contraceptivos hormonais têm apresentado risco elevado para trombose arterial. Este risco está diretamente relacionado ao estrogênio presente na composição destes medicamentos.


Mulheres hipertensas, fumantes ou com idade superior a 35 anos estão mais propensas a ter um acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico e hemorrágico. Entretanto, o risco de AVE diminui em pacientes que utilizam dosagens mais baixas de estrogênio.


Uma das indicações de uso dos CO são manifestações de hiperandrogenismo. O hiperandrogenismo é um distúrbio endócrino caracterizado pelo excesso de androgênios como testosterona, se manifesta com acne, seborréia, hirsutismo e alopecia androgenética.


Estrógenos podem antagonizar os efeitos dos androgênios, uma vez que reduzem a sua produção e de seus precursores, e aumenta a produção de globulinas transportadoras de hormônios sexuais, o que reduz os níveis de testosterona livre. Outra indicação de uso é a síndrome do ovário policístico (SOP), um distúrbio endócrino feminino comum na idade reprodutiva. Caracteriza‑se por anormalidades menstruais, hiperandrogenismo. As características clínicas mais frequentes da SOP estão relacionadas com a unidade pilossebácea, como hirsutismo, acne, seborréia e alopecia.


Em contrapartida a testosterona é um hormônio essencial para a mulher definir a forma corporal, para ganho de massa muscular, e também precisa estar em níveis adequados para o emagrecimento acontecer. Ao ficar com baixos níveis, inúmeros problemas podem aparecer, inclusive a dificuldade para ganhar massa muscular e perder gordura. Além de provocar diminuição da libido, como já conversamos anteriormente. Outro fator que influencia na questão do peso é devido ao aumento dos níveis de estrogênio provocando aumento do apetite e retenção de líquido.


Sabemos que a modulação hormonal é uma das principais chaves para o bem-estar e a longevidade. A pílula anticoncepcional mexe de forma profunda com os hormônios. Esse impacto é bastante forte, afinal, seu uso costuma ir da adolescência até meados da menopausa.


Devemos sempre avaliar o custo benefício de uma medicação ou tratamento. O anticoncepcional oral pode ser essencial em alguns casos como vimos e também pode causar vários problemas como também já citamos. Cabe ao seu médico lhe explicar todos os prós e contras de seu uso e lhe apresentar todas as opções possíveis. A escolha é sempre da paciente, pois ela sabe o que melhor se encaixa na sua rotina e o que vai melhor lhe atender dentro das indicações de cada método.


Vale lembrar que uma vida com hábitos saudáveis na alimentação e exercício físico podem amenizar todos os efeitos colaterais e promover uma boa qualidade de vida.



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