Uma história de aceitação, superação e conquistas!


Caras leitoras,

O Sra de Si & Suas Histórias hoje traz a bonita história de uma jovem mulher, Maria Theresa, que vem compartilhar conosco a importância da aceitação e as portas que ela nos abre.


Ainda pequeninha, com 2 anos de idade, Maria Theresa foi diagnosticada com deficiência auditiva bilateral. Seus pais percebiam que a bebê não dava sinais de resposta quando a chamavam e decidiram levá-la ao médico otorrino para investigar o que estava acontecendo.


Os resultados dos exames realizados em Cuiabá indicaram perda de audição e surdez de grau profundo. Assustados com o diagnóstico recebido, os pais de Maria Theresa decidiram ir para São Paulo em busca de tecnologia mais avançada para uma segunda avaliação. O segundo diagnóstico recebido foi de perda de audição moderada no ouvido esquerdo e severa do ouvido direito. A orientação do médico foi de que a menina fizesse fonoaudiologia até os 18 anos de idade, quando ela poderia decidir se gostaria de dar continuidade a terapia ou não.


E assim fez. Passou por diversos profissionais e parou o acompanhamento aos 18 anos. No entanto, depois de um tempo a jovem decidiu retomar o tratamento por notar que a dificuldade de fala era grande.


“A infância foi a melhor coisa que eu tive, tudo o que eu queria e fiz foi brincar, escutar música (adorava escutar as fitas da Xuxa e dançar), passeava nos parques e viajava com minha família. Já na escola eu sofri muito, pois tinha muita dificuldade de me comunicar e de escrever. Fiz amizade com algumas pessoas que eu confiava, mas me sentia excluída, principalmente quando tínhamos que fazer trabalho em grupo. Essa foi a pior parte que passei na infância, mas fez parte do processo para me tornar a pessoa forte que sou hoje”, diz Maria Theresa.


Ela conta que nas sessões de fono treinava muito a sua fala das vogais e alfabeto, adorava de ver os desenhos dos objetos, frutas e escutava os sons dos animais para adivinhar quais eram eles.


A adolescência é, naturalmente, uma fase na qual os jovens buscam por constante aprovação e pertencimento. Esse foi um período difícil para Maria Theresa, no qual teve que buscar formas de trabalhar sua autoaceitação. Quando entrou em uma escola particular, Maria Theresa era a única de sua turma com deficiência auditiva, o que a levava a constantes questionamentos:


“Por que eu?”

‘’Por que eu não posso ser normal como eles?’’

‘’Por que eu nasci assim diferente?’’

Mesmo tendo esses questionamentos, a jovem diz que “fingia ser normal e feliz” com todo mundo. Muitas vezes fingia entender tudo o que os professores explicavam, ao mesmo tempo em que eles escreviam no quadro virados de costas para ela, sem que ela conseguisse fazer leitura labial. Maria Theresa acabava não fazendo perguntas para esclarecer suas dúvidas, o que acabava dificultando seu processo de aprendizado.


“Eu não saía do meu armário porque eu tinha muita vergonha de mim mesma com meus aparelhos auditivos. Muita gente reparava no meu ouvido me perguntava o que era aquilo, mas eu ignorava... Comecei a deixar meu cabelo solto para esconder os aparelhos”.


A família sempre esteve ao seu lado nos momentos difíceis que atravessou. A jovem contou ainda com o apoio de diversos profissionais que lhe deram suporte ao longo dessa jornada. Além do tratamento fonoaudiólogo, acompanhamento com psicopedagoga, fazia também aulas de reforço para auxiliar com as dificuldades que tinha de entender as aulas e na sua escrita.


Todas essas pessoas contribuíram no processo de aprendizado, crescimento e superação de dificuldades que enfrentou em diferentes momentos de sua vida. Em vários momentos, quando não se achava capaz de conseguir alcançar algum objetivo, eram essas pessoas, seus amigos e o namorado que a faziam seguir em frente. Assim vieram várias conquistas, incluindo sua formação em Fisioterapia no ano de 2019.


Para quem acompanhou sua história, Maria Theresa deixa seu recado:


“Quando alguém tem dificuldade de autoaceitação e autoestima, procure a quem confia para conversar e/ou procure um psicólogo para aprender a aceitar a si mesmo, pensar positivo e agir”.



Eu vejo que melhorei muitas coisas e aprendi a me amar como eu sou em primeiro lugar. Hoje me vejo como uma pessoa forte e não tenho medo de falar o que eu sinto. Não me importo o que os outros vão pensar em mim, pois eu me defendo e isso me faz muito bem. Eu escuto com aparelho auditivo, mas ainda tenho dificuldade de entender dependendo do jeito de falar da pessoa. O meu jeito de falar é assim e vai ser para a vida toda, não tem cura, mas não me importo com isto, pois eu me aceito.

Se tiver dificuldade em se aceitar, lembre-se dessa frase:


Se ame, se perdoe e se valoriza! Seja amável com você mesmo!



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