Sra DE SI 2021


Olá, manas! Como vocês estão? Eu estou alegre e honrada pelo nosso reencontro. O mês de fevereiro para mim é bem especial porque comemoro mais um novo ciclo solar, repleto de boas oportunidades para me desenvolver. Um dos meus presentes especiais, sem dúvida, é estar aqui com vocês fortalecendo minha essência feminina.


Nesse novo ano, te convido para iniciar a leitura de trechos do livro “Mulheres que correm com os lobos”, de autoria de Clarissa Pinkola Estés. Acho que a maioria de vocês conhece esse livro ou já o leu em algum momento da vida. A autora traz mitos e histórias do arquétipo da Mulher Selvagem.


Primeiramente, pensei em trazer os capítulos da forma como estão ordenados no livro. Mas depois de alguns dias escrevendo e apagando, percebi que deveria seguir minha intuição e fazer a reflexão aqui com vocês da forma como eu faço comigo.


Tenho esse livro há muitos anos, e sinto nele um livro com conselhos para mulheres que desejam fortalecer seu Sagrado Feminino. Antes de iniciar a leitura, eu procuro me silenciar buscando me conectar com a Deusa. Em concentração procuro ouvir a voz da Deusa em mim: O que ela quer me dizer? Às vezes, se tenho alguma pergunta especifica, me concentro e peço que me revele a verdade sobre minha necessidade. Estive me preparando para iniciar aqui nossa jornada sobre a leitura do livro, e após o dia 02 de fevereiro, dia de Iemanjá, me senti preparada para iniciar essa reflexão. Assim, prossegui me concentrando. Ontem, antes de iniciar a leitura eu me coloquei a disposição da Deusa, para que eu captasse o necessário para trazer para nós.


Então, abri o livro numa das partes que compõe o capitulo 10 – As águas claras: o sustento da vida criativa. A parte que abri o livro: Reassumindo o Rio. Vou trazer aqui pontos para reflexão desse trecho do livro. Sugiro que você faça a leitura desse trecho do livro para juntas possamos compartilhar nossas impressões. Inclusive, no YouTube existem algumas manas que fizeram a gravação da leitura, como um audiobook facilitando a vida para nós.


O capítulo 10 tece uma reflexão importante sobre a criatividade e sua ligação com as mulheres. A autora demonstra que força criativa não está apenas em grandes feitos, mas sim, nos feitos realizados no dia-a-dia. E segundo a autora: “Todos esses atos provêm da Mulher Selvagem, de Rio Abajo Rio, do rio abaixo do rio, que não para de correr para dentro de nossa vida”. E durante todo o capítulo, a autora traz a ideia do rio para explicar sobre a psique criativa da mulher selvagem.


Em dado momento desse capitulo, se inicia a parte intitulada Reassumindo o Rio. A autora explica que tudo está na ordem da natureza que é vida-morte-vida, e que existe nessa ordem um movimento: criação, crescimento, poder, dissolução, morte, incubação, criação, e assim por diante... então, a ausência de ideias significa uma corrente (do rio) tumultuada. E aí a autora traz as chaves de ouro para reassumir o rio:


Aceite o alimento para começar a limpeza do rio. Toda poluição do rio faz com que a mulher rejeite um elogio, pois os complexos negativos sentem uma atração especial pelas ideias mais criativas, especiais e revolucionárias.


Seja sensível. Nas palavras da autora: “para criar é preciso que sejamos capazes de nos sensibilizar. A criatividade é a capacidade de ser sensível a tudo que nos cerca, a escolher em meio às centenas de possibilidades de pensamento, sentimento, ação e reação (..)”. ou seja, não se limite a uma única opção.


Seja selvagem. A natureza do rio é fluida. Se algo aconteceu que parou de fluir é nossa responsabilidade ter a disposição de fazer o que for preciso para manter a fluidez natural do rio. E também nossa responsabilidade de não permitir que qualquer coisa limite essa fluidez.


Comece. O medo paralisa, por isso comece do jeito que puder, mas não deixe de começar. Fracassou? Comece novamente. Recupere-se e comece novamente quantas vezes for necessário. O medo é passageiro, mas se ele permanecer no rio, o poluirá. Vamos manter o rio limpo, encarando o medo de frente e superando com a força da mulher selvagem.


Proteja seu tempo. Seja para qual atividade for, se você quer fazer, separe um tempo para você e não permita que ninguém tire esse tempo de suas mãos. A autora cita o seguinte exemplo de uma pintora que deixa a seguinte placa no seu portão: “Hoje estou trabalhando e não vou receber visitas. Sei que você pensa que isso não se aplica a você porque você é o gerente da minha conta, meu agente ou meu melhor amigo. Mas se aplica, sim”.


Fique com ela. Insista para que nada bloqueie sua criatividade, que nada impeça nossos sonhos de se tornar realidade. Segue um trecho do sábio conselho da autora: “Amo a minha vida criativa mais do que amo cooperar com a minha própria opressão”.


Proteja sua vida criativa. Se você quer evitar a fome da alma, ou seja, a ausência de criatividade, chame o problema pelo seu verdadeiro nome e trate de concerta-lo. Pratique sua atividade todos os dias. “Não permita que ninguém a force passar fome”, aconselha a autora.


Forje seu verdadeiro trabalho. Proteja seu trabalho, sua fonte pessoal de energia. Não permita que nem mesmo seus complexos tirem de você esse abrigo criativo.


Ofereça alimentos para a vida criativa. Segundo a autora, os quatro alimentos básicos para a Mulher Selvagem são: tempo, sensação de integração, a paixão e a soberania. E complementa: “faça estoque deles. Eles mantêm o rio limpo”.


Esses são os conselhos da autora para manter o rio limpo. Quando o rio estiver limpo, a criatividade da mulher aumentará e fluirá normalmente em seus ciclos.


Como está sua força criativa? Você reconhece os poluentes do seu rio? Já tem alguma estratégia para eliminar os poluentes do seu rio?


Seguimos em conexão, nos fortalecendo, nos acolhendo e nos alegrando!


Beijos, Erika.



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